Reabilitação Labiríntica

   A reabilitação labiríntica tem-se mostrado muito eficiente no tratamento de pacientes com desordens do equilíbrio corporal, proporcionando grande melhora na qualidade de vida. Tem sido, ainda, uma modalidade de tratamento segura e racional para pacientes com desequilíbrio crônico de causas variadas.

      O tratamento consiste na realização de exercícios planejados  pelo fisioterapeuta para cada paciente e que deverão ser incorporados na rotina do mesmo. Durante o tratamento utilizam-se mecanismos relacionados à plasticidade neuronal do sistema nervoso central que são a compensação, a adaptação e a adequação.

     Os procedimentos terapêuticos de reabilitação procuram restaurar o equilíbrio, acelerando e estimulando os mecanismos naturais de compensação, permitindo que o paciente execute o mais perfeitamente possível os movimentos que costumava fazer antes do surgimento da vertigem.

      Os objetivos do tratamento são:

  •      Estimular a estabilização visual durante a movimentação da cabeça;
  •      Proporcionar maior estabilidade postural estática e dinâmica nas situações de conflito sensorial;
  •      Diminuir a sensibilidade individual à movimentação da cabeça, e outros.

      Os exercícios de reabilitação labiríntica são indicados para pacientes que apresentam vertigem crônica e lesão vestibular estável, vertigem posicional e lesão vestibular uni e bilateral aguda não compensada e na adaptação da síndrome de Ménière.

      Hoje, a reabilitação labiríntica é considerada por alguns autores, como um dos mais coerentes, fisiológicos e inócuos métodos terapêuticos do tratamento da vertigem, sendo tão importante quanto os tratamentos medicamentosos e cirúrgicos e, assim como estes deve conter uma base diagnóstica adequada e incluir mudanças de hábitos alimentares e vícios.

     Os resultados são obtidos já desde as primeiras sessões, podendo chegar a aproximadamente dois meses de tratamento,  com melhora total em 80% dos casos.

       Os exercícios devem ser de preferência personalizados e supervisionados pelo fisioterapeuta, cumprindo assim, um importante papel no tratamento das vertigens, tonturas e desequilíbrios de origem vestibular.

Terapia para zumbido

O zumbido é um sintoma de algum distúrbio ou doença. Nove em cada 10 pacientes com zumbido tem como diagnóstico a perda de audição. “O zumbido é um estímulo interpretado pelo cérebro como um som e pode ser causado por fatores relacionados à audição, metabolismo, músculos, questões odontológicas e problemas psicológicos. Após a avaliação e o diagnóstico correto, é feita a correção dos fatores de risco, a reversão das doenças de base e pode haver indicação do uso do aparelho auditivo ou de outras estratégias como a TRT”, aponta.
A TRT é um tratamento que treina as áreas auditivas e não-auditivas do cérebro a filtrar o estímulo do zumbido. O sistema nervoso central é capaz de sofrer alterações funcionais, reorganizando as suas conexões neurais. Esta capacidade, chamada de neuroplasticidade, possibilita a aquisição de novos comportamentos e a reaprendizagem de funções perdidas. “Na TRT o primeiro objetivo é ensinar o cérebro a não reagir ao zumbido. Normalmente, os pacientes relacionam o sintoma com emoções negativas, intensificando a sua percepção, por isso esta fase é muito importante”, observa.
Na segunda fase da TRT, a meta é ensinar o cérebro a descartar o sinal do zumbido para que o paciente não o perceba mais. Rita explica que por meio da repetição de um estímulo inofensivo, o cérebro aprende a não respondê-lo e memoriza este comportamento. “Este é o princípio da TRT. É feito o enriquecimento sonoro com um som neutro, contínuo, monótono e em volume adequado para não mascarar o sintoma. Esta estimulação cerebral contínua resulta na habituação do sinal do zumbido e o monitoramento garante a memorização deste aprendizado”, esclarece.
O tratamento é considerado uma abordagem definitiva, ou seja, quando o cérebro aprende a descartar o estímulo sonoro e memoriza esta ação, o zumbido não será mais percebido. “Em 80% dos casos o resultado é positivo. O paciente recebe orientações sobre o zumbido para desativar a ligação negativa relacionada ao ruído – desta forma ele não é mais considerado uma ameaça – e o enriquecimento sonoro pode ser feito com aparelho auditivo, aparelho de som, implante de ouvido e até mesmo com fonte de água”, ressalta.
Um avanço da TRT é a Terapia Sonora Neuromonics, que atua com base nos mesmos princípios, porém, tem duração menor – de seis a oito meses -, e é uma terapia personalizada. “A estimulação sonora é feita com músicas e som neutro indicadas de acordo com o perfil auditivo do paciente. Os sons são gravados em um cartão de memória e o paciente deve usar os fones de ouvido especiais de duas a quatro horas por dia, somente nos momentos em que sentir incômodo com o zumbido. O paciente relaxa, sente maior controle sobre o sintoma e tira a sua atenção do ruído”, destaca.

Adaptação de Prótese Auditiva

As próteses auditivas acústicas – que também podem ser denominadas de aparelhos de amplificação sonora individual ou aparelhos auditivos – são opções para o tratamento dos diferentes tipos de perda auditiva e podem ser usadas em bebês de poucos meses de idade até idosos.
Composta por microfone, amplificador de som e auto-falante, a prótese auditiva funciona amplificando, ou seja, aumentando o som para chegar ao ouvido. Junto com este aumento podem ser utilizados recursos que ajudam a melhorar a qualidade deste som e, por consequência, melhorar a compreensão nos diferentes ambientes, sejam mais calmos ou com mais barulhos em volta.
Existem diferentes tecnologias de próteses auditivas. A escolha de uma delas não deve ser baseada simplesmente no poder de compra ou custo e, sim, associada às necessidades e limitações de cada caso. Mas, atenção, nunca compre um aparelho auditivo sem indicação médica e orientação de um fonoaudiólogo! A aquisição de prótese auditiva não pode ser comparada a escolha de uma armação de óculos. Ela precisa ser indicada pelo otorrinolaringologista e o paciente vai passar por teste domiciliar para saber se há ou não adaptação a um tipo de prótese auditiva. Cuidado com as lojas de aparelhos auditivos. Sem orientação médica, você pode ser enganado. Muitas vezes, o paciente precisa fazer um treinamento ou reabilitação auditiva para usar a prótese como se fosse uma “fisioterapia auditiva” com fonoaudiólogo especializado.

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