FONOTERAPIA

Alterações da Voz

A voz humana é produzida pela vibração do ar que é expulso dos pulmões pelo diafragma e que passa pelas pregas vocais. É modificado pela boca, lábios e língua.
As pregas vocais, que são dois pares de músculos, primordialmente não foram feitos para o uso da voz. Esta foi uma função na qual a laringe (local onde se encontram as pregas vocais) se especializou. Estes músculos foram desenvolvidos, em primeiro lugar para as funções de respiração, alimentação e esficteriana.
A voz está associada à fala, na realização da comunicação verbal e pode variar quanto à intensidade, altura, inflexão, ressonância, articulação e muitas outras características.
A emissão de uma voz saudável, damos o nome de eufonia. A uma voz doente, ou seja, com alguma de suas características alterada, damos o nome de disfonia.
A disfonia pode e deve ser tratada o quanto antes melhor!

Atraso de linguagem

A aquisição e o desenvolvimento da linguagem são marcos importantes no desenvolvimento de uma criança. O “começar a falar” é um momento muito especial para os pais.

Espera-se que no primeiro ano de vida, as crianças iniciem a produção das primeiras palavras (“papá, mamã, dá, qué, etc”) e a partir do segundo ano, as palavras são combinadas e as primeiras frases começam a aparecer. Quando tais habilidades não aparecem ou demoram a aparecer, há motivos justos de preocupação.

Os atrasos de linguagem não têm, todos, a mesma origem, a mesma evolução. Sob o rótulo “problemas de linguagem” ou “atraso de linguagem” misturam-se problemas diversos em sua expressão, origem e gravidade (Airmard, 1998). Crianças com atraso de linguagem, não apresentam necessariamente o mesmo problema ou as mesmas dificuldades. Algumas não irão precisar de atendimento terapêutico específico e apenas com orientações aos pais, poderão superar o atraso. Outras necessitarão de atendimento terapêutico para superarem suas dificuldades e por outro lado, outras, mesmo com atendimento, não conseguirão superar totalmente as dificuldades que poderão persistir até a idade adulta.

Deglutição Atípica

O ato de deglutir passa por algumas fases entre elas: fase oral, fase faríngea e fase esofágica. Na deglutição atípica há uma inadequação do tônus, mobilidade e postura da língua e da musculatura dos lábios e bochechas. Uma das características observadas claramente na descrição do padrão da deglutição atípica, é o posicionamento errôneo da língua que pressiona os dentes incisivos centrais e laterais (os dentes da frente) ocasionando muitas vezes alterações dos mesmos, levando ao aparecimento de diastemas (espaços entre os dentes), projeção dos dentes incisivos, mordida aberta e respiração oral.

Respirador Oral

A boa qualidade respiratória ocorre quando realizamos a respiração nasal. A respiração oral ou bucal desencadeia desde problemas posturais corporais, dores de cabeças, falhas de concentração e atenção, e doenças respiratórias, a problemas bucais relacionados às cáries, mau hálito e má oclusão. Recomendamos o exercício de Inspirar e Expirar pelo nariz, tendo em vista que a maior dificuldade do respirador bucal está na Expiração, em retirar o ar do pulmão. A prática do exercício melhora o condicionamento e contribui com o tratamento Ortopédico Bucal ou Orofacial – Postural.

DEL- Distúrbio Específico da Linguagem

O DEL como o nome já diz é um distúrbio exclusivo, específico de linguagem e, portanto, não tem relação com distúrbio neurológico, mutismo, distúrbio de desenvolvimento, síndrome, lesão cerebral, privação social e ou deficiência auditiva.

As crianças com o distúrbio são inteligentes, escutam bem e não apresentam comprometimento cognitivo.

O DEL acomete o processo de aquisição e ou desenvolvimento da linguagem e se estenderá ao longo da vida inclusive com possíveis manifestações na escrita e ou leitura da Língua Portuguesa. Muitas vezes é facilmente confundido com Dislexia.

Quando uma criança com 2 anos não fala palavras, o vocabulário não aumenta e/ou não forma frases, é importante procurar um fonoaudiólogo.

Outras características do DEL:

  • Dificuldade de linguagem expressiva e ou receptiva, sendo a compreensão melhor do que a expressão;
  • Falha na discriminação dos fonemas;
  • Frases mau elaboradas (algumas vezes sem artigos, preposições ou concordância verbal).

Disfagia

O paciente com disfagia orofaríngea tem dificuldade ou problemas ao engolir. A disfagia é uma condição comum em pacientes com doenças neurológicas (por exemplo, derrame, Parkinson, paralisia cerebral) e naqueles com tumores ou traumas da boca ou garganta.

Comprometendo a deglutição, a disfagia orofaríngea pode resultar em desnutrição e desidratação. Além disso, o paciente pode ser exposto ao risco de aspiração (quando o alimento vai erroneamente em direção aos pulmões) e suas complicações, principalmente, pneumonias aspirativas.

Discalculia

A discalculia é um problema causado por má formação neurológica que se manifesta como uma dificuldade no aprendizado dos números. Essa dificuldade de aprendizagem não é causada por deficiência mental, má escolarização, déficits visuais ou auditivos, e não tem nenhuma ligação com níveis de QI e inteligência.

Crianças portadoras de discalculia são incapazes de identificar sinais matemáticos, montar operações, classificar números, entender princípios de medida, seguir sequências, compreender conceitos matemáticos, relacionar o valor de moedas entre outros.

Dislexia

Os sintomas da dislexia variam de acordo com os diferentes graus do transtorno, mas a pessoa tem dificuldade para decodificar as letras do alfabeto e tudo o que é relacionado à leitura.  O disléxico não consegue associar o símbolo gráfico e as letras ao som que eles representam. Podem confundir direita com esquerda, no sentido espacial, ou escrever de forma invertida, ao invés de “vovó”, “ovóv”, “topa” por “pato”. A dislexia também gera a omissão de sílabas ou letras como “transorno” para “transtorno”, até mesmo a confusão de palavras com grafia similar, por exemplo, n-u, w-m, a-e, p-q, p-b, b-d… Ter a necessidade de seguir a linha do texto com os dedos é outro sintoma de dislexia. O indivíduo sofre com a pobreza de vocabulário, escassez de conhecimento prévio, confusão com relação às tarefas escolares, podendo resultar num atraso escolar. A existência de casos de dislexia na família, dificuldades para compreensão de texto, reconhecer rimas e símbolos, decorar tabuada, inversão, acréscimo ou omissão de letras, saltar ou retroceder linhas no momento da leitura, são sinais de dislexia.

Disortografia

Disortografia é o transtorno específico da grafia que, possivelmente, vem acompanhado da dislexia. É quando o indivíduo tem dificuldade de aprender e desenvolver habilidades da linguagem escrita e, por conseguinte, tende a escrever textos curtos, a ter dificuldade no uso de coordenação e subordinação das orações, a ter dificuldades de perceber os sinais de pontuação, ter falta de vontade para escrever.

Veja alguns sinais da disortografia:

– traçado incorreto da letra;

– lentidão e falta de clareza na escrita;

– alteração no espaço da letra;

– sujeira  e inteligibilidade.

Gagueira ou Disfonia

É um distúrbio na fluência e na temporalização da fala, segundo uma definição presente em dicionário especializado.

A disfemia, conhecida popularmente como gagueira ou gaguez, é a mais comum desordem de fluência da fala. Os sintomas mais evidentes da gagueira são a repetição de sílabas, os prolongamentos de sons e os bloqueios dos movimentos da fala, sobretudo na primeira sílaba, no momento em que o fluxo suave de movimentos da fala precisa ser iniciado. Também usam-se os termos tartamudez, disfemismo ou disfluência².

Necessidades Especiais TDAH

O TDAH é um transtorno, uma soma de sintomas que podem ser resultados de vários fatores como emocional, social, ambiental.

Para auxiliar o portador deTDA/H, uma equipe interdisciplinar formada por psicopedagogos, psicólogos, psiquiatras, pedagogos, entre outros,  oferece um tratamento que irá direcionar o indivíduo a uma qualidade de vida melhor, sobretudo ao que concerne a aspectos emocionais, psíquicos, sociais e pessoais. Realizamos a aplicação de medidas pedagógicas e comportamentais para que a criança consiga desenvolver habilidades como: saber ouvir; iniciar uma conversa; olhar nos olhos para falar; manter-se sentada ou quieta por um determinado tempo; mostrar interesse; ser amigável; cooperar com o grupo.

Tratamento Fonoaudiológico com Bandagem e Eletroestimulação

A bandagem elástica, conhecida também como banda neuromuscular ou Kinesio Tape vista em muitos atletas, como jogadores de tênis, vôlei  e futebol,  funciona como um método de alívio a dor. Ela foi criada em 1970 pelo japonês Kenso Kase, e  é composta de algodão, filamentos elásticos, e uma cola adesiva de acrílico.

A técnica, além de fornecer alívio à dor, também reduz o inchaço, auxilia e ameniza a contração muscular e estabiliza a articulação de acordo com a tensão  e posição em que é  aplicada.

Seu mecanismo de ação é feito, quando a fita ao entrar em contato com o corpo provoca um estímulo na pele, que chega ao cérebro numa velocidade maior que a dor, inibindo assim a sensação dolorosa.

Seu uso na fonoaudiologia é novo e ainda pouco explorado. Porém, poucas pesquisas já apontam sua eficácia em terapias de alterações temporomandibulares (ATM), paralisia facial, apraxias, assimetrias faciais, hipotonia dos músculos da face, além de auxílio na reeducação da respiração. Dentre todos os seus benefícios, podemos observar também, diminuição da sialorreia (baba) e aumento do controle de deglutição de saliva, melhora na mobilidade da língua, durante a função de mastigação e fala, melhora na permanência do selamento labial (boca fechada) facilitando a respiração nasal e garantindo alongamento dos músculos labiais, facilitação na retração da língua nos casos de protrusão exagerada e tratamento das disfunções da ATM, principalmente nos casos de dor.

Bioimpedância Nutricional

É um método muito utilizado em academias, clubes e consultórios para avaliar a composição corporal de gordura. A bioimpedância utiliza um aparelho que consegue medir a gordura do corpo através de uma corrente elétrica de baixa intensidade, que é imperceptível. Quanto maior a quantidade de água contida em um órgão, mais facilmente a corrente irá passar.

Os órgãos que têm mais gordura possuem menos água. Por isso, esses órgãos têm uma resistência maior, fazendo com que a corrente elétrica seja mais lenta. Dessa maneira é feito o registro da corrente elétrica de acordo com a quantidade de água e de gordura presentes no corpo.

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